26 dezembro 2016

Os teimosos da esperança





É tempo de esperança. Por mais que queiram que nos desesperemos, sejamos teimosos, tenhamos esperança. Por mais que queiram que cada um  salve o próprio umbigo, sejamos teimosos, sejamos solidários. Esta qualidade de que tanto se fala, a solidariedade, é a mais difícil de ser exercida, pela simples razão de não ser natural do homem. Ela tem de ser construída racionalmente. É muito mais fácil dividir o mundo em os nossos e os deles do que cuidar dos próximos e dos distantes indistintamente.    


Vivemos uma epidemia fundamentalista. E  todo fundamentalista quer  voltar a uma suposta  época de ouro, em que o mundo obedecia a uma lógica perfeita de distribuição de poder, onde todos viviam em perfeita harmonia, desde que obedecidas regras rígidas de subordinação e privilégios entre castas, etnias,  gêneros e gerações. É só olhar para o mundo para ver até onde nos tem levado os vários tipos de fundamentalismo em vigor.

Pode soar estranho eu ficar aqui falando de esperança depois de um ano em tudo avesso a qualquer pretensão de otimismo. É que o tempo me ensinou a pensar um pouco mais além da minha ínfima existência. Trump não é para sempre, Bashar al Assad não é eterno, o Estado Islâmico por certo terá um fim, Putin um dia baterá as botas.  Os bandidos tupiniquins também terão o destino que merecem. Nós, os teimosos da esperança, somos eternos.  Temos todo o tempo do mundo para construirmos um mundo solidário.   

Um comentário:

Eugenia Chaves disse...


AVANTE, TEIMOSOS DA ESPERANÇA E DA SOLIDARIEDADE!
Um gesto pode fazer uma grande diferença na vida de alguém.